Você já ouviu falar de Growth Hacking?

Atualizado: 30 de Ago de 2019



Atualmente, Growth Hacking é o termo mais usado em startups. Isso mesmo esqueça o termo “motivação” e comece a pensar em growth hacking.


O growth hacking é um conceito novo, surgiu lá em 2010 com Sean Ellis. Em outras palavras Sean Ellis é o “growth hacker raiz". Hoje os profissionais mais procurados por startups são os growth hackers.


A razão é óbvia: todas as empresas querem crescer rapidamente e adquirir milhões de usuários e muitos reais em rendimento.



Mas afinal o que isso significa?

“Growth Hacking é o marketing orientado a experimentos.” Sean Ellis.

Em português, growth hacking não tem tradução, porém isolando as palavras, seria algo como:


Growth – crescimento;Hack – brecha, espaço, corte;Hacking – o ato de encontrar e explorar essas brechas e espaços.


De maneira simples, é possível entender o growth hacking como a prática de encontrar “gatilhos” que, ao serem acionados, promovem um crescimento acelerado.

Sean Ellis, como consultor, ajudou diversas startups a atingirem um crescimento acelerado em pouco tempo (por exemplo, o Dropbox).


Porém quando ele deixava uma startup para iniciar um novo projeto, passava por momentos difíceis para encontrar um substituto. Alguém que estaria no comando e que desse conta do crescimento da startup.


Então, ele analisou milhares de propostas e percebeu que um profissional de marketing não poderia fazer esse trabalho, afinal, a maioria dos profissionais de marketing acham que devem considerar apenas orçamentos, despesas e conversões para fazer suas estratégias. Um growth hacker não se importa com nenhuma dessas coisas.


Como o crescimento é a medida de êxito ou fracasso para as startups (ou elas crescem rápido ou elas morrem), essa é a única medida que um growth hacker (profissional que trabalha com growth hacking) precisa se preocupar.

Um growth hacker tem que usar meios analíticos, de baixo custo, criativos e inovadores, para fazer crescer exponencialmente a base de clientes de sua empresa.



Vamos aos casos de sucesso!!!


MCDONALD’S: Em 1950, começou uma importante mudança no sistema viário interestadual dos Estados Unidos. Fatores pós-guerra e de crescimento econômico fizeram com que os norte-americanos repensassem suas rodovias.

Neste cenário, a rede de fast-food McDonald’s viu nas obras um novo canal para chegar aos seus clientes. Se o país está crescendo pelas rodovias, qual a melhor forma de expandir a empresa?



Assim, eles abriram uma loja em cada ponto chave das autoestradas, e viram suas vendas aumentar, principalmente, nas novas lojas. Encontrar esse “atalho” na realidade quem a empresa atuava foi com certeza uma aplicação da metodologia Growth Hacking.




AIRBNB: Um dos empreendimentos pioneiros na aplicação do Growth foi o AirBNB. A plataforma permite que qualquer pessoa alugue um quarto vago em sua própria casa. Por si só, a ideia já é muito boa, mas melhor ainda foi o hack utilizado por eles.


Eles resolveram “atalhar” com o Craiglist, uma rede com milhões de pessoas à procura de acomodações, que reunia o seu público-alvo. Toda vez que um formulário para listar um quarto no AirBNB é preenchido, também é oferecida a opção de postar no Craiglist.

Pode parecer simples, mas isso não foi feita por nenhuma outra empresa interessada. Os motivos não são tão simples quanto parece o hack usado pelo AirBNB. O problema é que o Craiglist não tem uma API pública, ou seja, as rotinas e padrões de programação da plataforma não podiam ser acessadas com facilidade.


O jeito – bem complicado, por sinal – foi usar a engenharia reversa para que a AirBNB pudesse fazer sua listagem aparecer no Craigslist automaticamente. Sem ter acesso a base de códigos do Craiglist, eles basicamente descobriram o funcionamento do sistema pela análise de sua estrutura, função e operação. Pontos para a equipe da AirBNB.


A solução teve prazo de validade, já que o Craiglist criou barreiras posteriores. Contudo, você precisa entender que experimentos de Growth não são feitos para durarem para sempre ou por muito tempo. Eles alavancaram o negócio, usando um belo “atalho de crescimento”.


HOTMAIL: Em 1996, o Hotmail já vinha colocando o Growth Hacking em prática. Aí, você pode estar se perguntando, mas o Growth não surgiu a partir de 2010, no Vale do Silício? A teorização, provavelmente, sim. Contudo, como já vimos no caso do McDonald’s, a prática já existe desde muito antes.


Os dois engenheiros do Vale do Silício tinham conseguido 300 mil dólares de investidores para alavancar a empresa. Enquanto pensavam em soluções para o crescimento acelerado do número de usuários, surgiu uma ideia. Colocar ao final de todas a mensagens enviadas a frase “P.S.: Eu te amo. Crie seu e-mail grátis no Hotmail”.




Em seis meses, já tinham mais de 1 milhão de usuários na plataforma, e quando foram vendidos à Microsoft, no final de 1997, aproximadamente 10 milhões. O Hotmail dificilmente teria conseguido crescer dessa forma utilizando somente o marketing tradicional.


Ou seja o profissional de marketing baseia suas ações no produto, enquanto o profissional de Growth analisa todas as partes do processo e procura encontrar melhorias em cada etapa. A diferença entre eles está no fato de Growth Hackers procurarem crescimento através da utilização e interação com o produto enquanto os profissionais de marketing focam mais nas estratégias já com o produto pronto. Esta foi apenas uma introdução ao inovador e complexo mundo do Growth Hacking.

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© 2019 por Eduardo Campelo