AFINAL É OU NÃO É CERTO UTILIZAR ESTRATÉGIAS DE MARKETING EM UMA IGREJA?

Atualizado: 30 de Ago de 2019


Sabe aquele domingo que você acorda cedo e não consegue voltar a dormir, recentemente isso aconteceu comigo, levantei liguei a TV e me deparei com diversos programas religiosos então comecei a me questionar será que É OU NÃO É CERTO UTILIZAR ESTRATÉGIAS DE MARKETING EM UMA IGREJA? 


Foi então que comecei a pesquisar mais sobre o assunto, e durante essa pesquisa percebi que diversas igrejas possuem logotipos, programas nas rádios e TV's, redes sociais, blogs, fazem reuniões temáticas especiais e até seguem um modelos de liderança conceituados tudo isso com o único objetivo de atrair pessoas para ouvir sua mensagem. Esse é o perfil da igreja católica e diversas igrejas evangélicas brasileiras, que usam estratégias de marketing a seu favor.


Atualmente encontramos diversas definições de marketing, mas todas apresentam trazem em seu conceito que o marketing, além de descobrir e despertar desejos serve também para aumentar o lucro das organizações. Segundo Ricardo Gouvêa, ministro presbiteriano e professor de Teologia e Filosofia da Universidade Mackenzie, a prática do conceito de marketing não está de acordo com a missão do Evangelho:

"...Uma igreja, contudo, não é uma organização como qualquer outra. Sua singularidade impede que ela adote posturas culturais que vão contra sua natureza intrínseca de agência proclamadora do evangelho de Cristo".

Porém segundo Lázaro Carvalho, publicitário e Gestor de Comunicação da Primeira Igreja Batista em São José dos Campos: "Sabemos que ainda há líderes denominacionais que torcem o nariz quando se fala em marketing, mas a maneira como é utilizado é que determina resultados positivos ou não. Se aplicado com ética e obedecendo aos princípios bíblicos, com certeza atenderá às necessidades e propósitos da igreja".



Durante as minhas pesquisas me deparei com a Igreja Capital Augusta, ela se destaca pela sua abordagem contemporânea do evangelho. No site, que leva o título "Proibido Pessoas Perfeitas", as apresentações da igreja deixam claro que ela não deseja ter a mesma imagem que igrejas tradicionais, como na frase de introdução: "Quando pensamos na palavra igreja no Brasil, qual a imagem que nos vem à mente? Um tribunal, um banco, uma nova forma de ditadura, uma instituição não relevante nos dias de hoje?". Veja abaixo uma reportagem feita pela TV Folha com a Capital Augusta.


Em entrevista para o Site Guia-me, questionado se essa (⬆️) seria uma estratégia para atrair um público "anti-igreja", o Pastor Souza responde que não: "Acredito que é mais um desabafo dos nossos corações diante das nossas próprias experiências anteriores com igrejas. Desde o início não sabíamos e honestamente ainda não sabemos como seremos, mas temos certeza do que não queremos ser, e baseados nesta convicção temos feitos estas afirmações".


Já o pastor e Diretor Executivo da organização Lidere e da gravadora Canzion Brasil, Daniel Romero, acredita que as estratégias de marketing para evangelização estão de acordo com a passagem de Romanos 12:2 ARA

"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus"(tradução Almeida Revista e Atualizada)

Muito se discute sobre como a "fé" é apresentada como solução de problemas, garantia de bênção e obtenção de recursos financeiros, diversos profissionais afirmam que essa técnica para tem o objetivo de tornar o Evangelho mais atraente para o público. Porém segundo Ricardo Gouvêa é vista como mercantilização da religião: "É essa a principal faceta desta grande degeneração do protestantismo no Brasil que estamos assistindo. O aspecto moral da fé foi abandonado, e a alienação em relação aos aspectos sócio-políticos foi exacerbada ainda mais".


Já para Lázaro Carvalho, afirma que uma comunicação que respeita princípios bíblicos evita o tratamento da fé como mercadoria. Para ele, Jesus aplicou ensinamentos de MKT:

"Podemos entender que houve a aplicação do famoso 'mix' ou composto de marketing, ou seja: Jesus nos falou em praça, dizendo que a abrangência de seu reino é universal; falou em preço, este é de graça, está disponível a todos que O buscam, basta crer Nele; falou empromoção, esta deve ser feita e divulgada a todos os moradores da terra; e falou emproduto, nosso produto é o evangelho, a palavra de Deus e o relacionamento pessoal com Jesus Cristo e da igreja com as pessoas"

Se você chegou até aqui deve estar pensando “Afinal É ou NÃO é certo utilizar estratégias de marketing em uma igreja?". Eu acredito que a partir do momento que uma instituição com ou sem fins lucrativos precisa gerar lucro, SIM deve adotar técnicas e estratégias de marketing, liderança, gestão entre outras, desde que sejam aplicadas com ética e de maneira transparente principalmente quando é um assunto tão delicado quando religião.


AFINAL É OU NÃO É CERTO UTILIZAR ESTRATÉGIAS DE MARKETING EM UMA IGREJA? Deixe a sua opinião nos comentários! ⬇️⬇️⬇️⬇️

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© 2019 por Eduardo Campelo